O QUE NOSOTROS ANDAMOS PR'AQUI A PERDER... (16)

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SOBRE PRATICAS LABORAIS DE EMPRESAS PORTUGUESAS EM ANGOLA

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[Como uma especie de “complemento”, em portugues, ao post anterior, esta noticia sobre as praticas laborais de empresas portuguesas em Angola…]


Empresas portuguesas lideram violações aos direitos dos trabalhadores (NJ)

As empresas portuguesas são as que mais desrespeitam os direitos dos trabalhadores em Angola. A constatação saiu do encontro que em Luanda juntou representantes do Sindicato do Ramo da Construção, Materiais de Construção e Habitação de cinco províncias do país. Falando ao Novo Jornal, Albano Calei secretário-geral do sindicato de Benguela referiu que no topo da lista das violações está a desatenção dos empregadores no cumprimento do estipulado na lei geral do trabalho e na lei sindical.

Aquele dirigente sindical refere que as dificuldades criadas pelos líderes das empresas portuguesas presentes em território nacional na constituição das comissão sindicais, relacionam- se única e simplesmente com o pensamento “errado” do empregador em que, após conhecerem a lei, os trabalhadores exigem condições salariais e sociais acima das possibilidades da empresa.

Dizendo ser conhecedor de um elevado número de casos desta natureza, Albano Calei chama a atenção para a atitude prepotente evidenciada por muitos gestores, logo à chegada ao nosso país. “São muitos os responsáveis que entram no mercado nacional da construção, criam empresas e não se preocupam com o cumprimento da lei” esclarece o sindicalista que mais adiante adverte que se eles (empregadores) continuarem a fazer ouvidos de mercador, mais cedo do que esperam chegará a resposta no âmbito da lei.

Os sindicalistas de Benguela, Luanda, Cunene, Cabinda e Namibe, reunidos na capital do país, delinearam estratégias de actuação viradas para a formação dos líderes das comissões sindicais. Afinal, diz ele, também é verdade que não são poucas as vezes que, sem conhecer a situação económica da empresa em que labutam, os representantes sindicais elaboram cadernos reivindicativos em desobediência aos parâmetros estabelecidos na lei. E quando se dão situações deste género, o empregador simplesmente não consegue resolver.

Identificada a dificuldade em grande parte das empresas lusas de construção e algumas de outros países em facilitar a constituição das comissões sindicais, a atenção volta- se para a busca de soluções que facilitem o diálogo entre as partes. Com este propósito, foi aprovada uma curta resolução que os sindicalistas acreditam ser o primeiro passo para a inversão do quadro.

Solicitam e prometem acompanhar de perto a aplicação da Lei Geral do Trabalho e da Lei Sindical, como instrumento jurídico. Com a sua aplicação, acredita o entrevistado, os trabalhadores serão fortemente beneficiados, mas igualmente o empregador poderá, a partir dessa base de conversação, melhorar o entendimento.

(IN) SEGURANÇA NO TRABALHO

Na mira da acção sindical, estão também as empresas chinesas que agem à margem da lei vigente no país. Afirma que um dos grandes problemas difíceis de ser resolvido é a segurança no trabalho, que não é cumprida. Sublinha que muitos pensam que segurança é apenas capacete e fato, quando é muito mais do que isso. Atira que na sua maioria, as empresas de construção olham apenas para os lucros, esquivando- se a cumprir as suas obrigações laborais.

Concentrando-se na província de Benguela, onde as empresas portuguesas são as maiores empregadores no ramo da construção civil, Albano Calei assegura que a estratégia para melhorar o relacionamento entre as partes em causa, está montada. “A situação de Benguela é melhor comparativamente às outras quatro províncias” lembra o entrevistado que apesar da melhor relação entre sindicato e empresas, assume que há um pequeno grupo apostado em criar barreiras. Por essa razão assegura estar a trabalhar na realização de um seminário com diversos sindicatos que vai aprovar caminhos com o objectivo de manter, posteriormente, contactos directos com as empresas e explicar os benefícios do cumprimento da lei em vigor.

[Aqui]

 

THE WALL STREET JOURNAL ON THE RECOLONISATION OF ANGOLA

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Nearly 35 years after winning independence from Portugal, Angola is being populated by its former colonizer once again -- this time by professionals and scores of workers laid off amid the economic slump.

Portugal has been hard hit by the global downturn. Unemployment in the second quarter was 9.2% and the economy is expected to shrink by 3.7% this year. Temporary and seasonal construction work in other European Union countries -- a mainstay for Portuguese laborers -- have been drying up. As workers from across Europe return to Portugal, a country of 10.6 million, they struggle to find jobs.

Portugal's former colony, meanwhile, has emerged in recent years as one of the world's fastest-growing economies. Angola's gross domestic product has grown well over 10% annually since 2004, and topped 20% in 2007, bolstered by oil production and mining. Even with the drop in oil prices in 2008, GDP grew 14.8% for the year.

Filomeno Vieira Lopes, an economist and member of the Angolan opposition party Front for Democracy, said three factors have contributed to economic growth. "First, there was the rise in petrol prices and the rise in production; second, the interest from China; and now, all the rebuilding after the war," he said.

While Angola is luring unemployed and underemployed Portuguese, it has many internal problems, including an unemployment rate of its own that has reached 40%, increasing inflation and widespread poverty. This reality has created a "certain a level of animosity," toward foreigners, who are seen as taking jobs from Angolans, said Mr. Vieira Lopes.

But for Justino Pinto de Andrade, a professor of economics at the Catholic University of Luanda, having foreigners -- particularly those who have come to work on rebuilding projects -- pour into his country is something positive, and temporary. Local companies were paralyzed for years during the wars, he said, putting the country's workers at a disadvantage in terms of training.

"Angola has to be constructed," said the professor. "Borders are disintegrating. They don't make sense in this globalized world. We need qualified people -- not just people with advanced school degrees, but people who are qualified in all senses of the word."


[Read More Here]

 

THIS DAY A YEAR AGO (*)

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IT'S BEEN A LONG TIME COMING...

BUT CHANGE DID COME!


How this happened


Wednesday, 5 November, 2008 6:18 AM
From:
"Barack Obama"
To:
"Ana Santana"

Ana --

I'm about to head to Grant Park to talk to everyone gathered there, but I wanted to write to you first.

We just made history.

And I don't want you to forget how we did it.

You made history every single day during this campaign -- every day you knocked on doors, made a donation, or talked to your family, friends, and neighbors about why you believe it's time for change.

I want to thank all of you who gave your time, talent, and passion to this campaign.

We have a lot of work to do to get our country back on track, and I'll be in touch soon about what comes next.

But I want to be very clear about one thing...

All of this happened because of you.

Thank you,

Barack

Watch/read here his victory speech, where he says, as if singing with Otis:


(*) First posted 05/11/08

 

OLHARES DIVERSOS (XVI)

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BENTO BENTO ao Pais

(…)

Nós, como dizia no princípio, estamos na primeira linha de combate contra uma oposição liderada por um opositor também de respeito e com alguma capacidade de intervenção. Mas graças à nossa própria capacidade e à nossa combatividade, e principalmente à nossa capacidade de organização e mobilização, temos levado vantagem sobre os nossos opositores. Depois há também os problemas que Luanda tem e nós temos estado a passar à população a mensagem segundo a qual é preciso trabalharmos com alguma velocidade, mas também termos alguma paciência porque nem todos os problemas poderão ser resolvidos de um dia para outro.

Temos também a considerar algumas falhas … talvez voluntaristas de alguns quadros do partido que deveriam dialogar cada vez mais, que deveriam procurar entender cada vez mais antes de partir para algumas medidas impopulares que poderiam ser materializadas num outro clima …

(…)

Porque muitas das pessoas visadas são nossos militantes também. Mas tivemos de fazer um trabalho para que as pessoas pudessem entender que o desenvolvimento às vezes dá nisso. Mas, também, será que a capacidade de alguns dos nossos quadros administrativos, sendo eles militantes do MPLA, ou não, que não têm em conta a forma como devem materializar algumas decisões do governo, que podem materializá-las de forma distinta. Mas saímos deste mandato que hoje cessa com o sentido de missão cumprida, com o espírito e o ânimo de soldados que acabam de sair de um duro combate.

(…)

É importante dizer que nós, do Comité Provincial do Partido de Luanda, os comités municipais, os comités de acção, somos de opinião de que é preciso pôr fim à ocupação anárquica de terrenos. É preciso pôr fim às negociatas de terrenos, que tem havido de forma generalizada nalguns municípios de Luanda. Razão pela qual, todos quantos utilizam a ocupação ilegal de terras para negócio ilícito… nós somos por uma posição drástica por parte do Estado. Agora, temos situações em que muitos dos nossos munícipes construíram ilegalmente, mas para benefício familiar. E muitas dessas casas são casas que foram construídas como fruto das poupanças das populações. E isto multiplicado, na prática, são milhares e milhares de dólares, ou de kwanzas.

Muitas dessas populações viram-se privadas dos seus bens, das suas residências de um momento para outro. Então nós fazemos um diálogo com essas populações. E o partido, a todos os níveis, principalmente na base, nos seus activistas, podem facilitar esse diálogo, fazendo compreender às pessoas que para construir devem seguir determinados pressupostos. Pois que torna-se doloroso que uma família se veja privada da sua residência e, principalmente, vendo crianças e mulheres ao relento. E aí, nós, às vezes, ficamos sem argumentos para explicar a uma família, para explicar às crianças e às mulheres que de um momento para outro ficaram sem as suas residências.

Quanto às cabanas de chapa isso resolve-se. Uma cabana de chapas destruída agora, ainda que estejam pessoas a residir nela, essas pessoas podem ser transferidas numa fracção de segundos, constroem noutro lugar. Mas uma casa definitiva, uma residência com três, quatro quartos, uma residência de primeiro andar, devemos ter cuidado. É melhor usarmos o diálogo, inclusive darmos algum tempo, porque as pessoas, depois, podem não ter os recursos para construir outras casas.

(…)

Há, por exemplo uma reflexão que às vezes nos tem chegado… de pessoas que vão ao Comité provincial, que são às dezenas e às vezes até às centenas, que nos dizem: o pior é tirarem os nossos terrenos, demolirem as nossas casas, e depois aparecerem condomínios privados. E aí ficamos sem respostas. Não era conveniente, por exemplo, negociar com as pessoas, os privados que têm esses terrenos e dar-lhes outras parcelas de terreno? Porque também muitos desses privados ligados a imobiliária, cujos terrenos têm sido resgatados, usufruíram da distribuição sem o próprio Estado se precaver que já aí residem pessoas.

Por isso é que só com o diálogo profundo, inteligente, prudente, com uma concertação de todas as estruturas do partido e organizações da sociedade civil poderemos levar a bom termo os processos de demolições, por um lado, e, por outro lado, o realojamento. Mas também somos contra aqueles que desafiam o Estado, porque há indivíduos que o Estado diz: não construam aqui. E ele insiste construindo. Aí não há alternativas. Mas para mim, Bento Bento, o mais doloroso é ver crianças e mulheres chorando ao relento, não pela cabana destruída, mas por uma casa de construção definitiva.

[Aqui]

 

KINANI 2009

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{Clique na imagem para aceder}

 

STEPHEN CHAN ON CHINA-AFRICA RELATIONS (R)*

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I have been researching China-Africa relations lately and hadn’t been to a public lecture for a while, so it was a joy for me to meet Prof. Chan, author of The End of Certainty - Towards a New Internationalism, and hear him speak today on the subject from quite a challenging and insightful perspective at the University of Stellenbosch.


Forget Francis Fukuyama and Samuel Huntington, Stephen Chan is the public intellectual with his finger on the global pulse
Baroness Helena Kennedy

[You can read more about the intriguing scholar that Prof. Chan is and on his outstanding body of work here]


*[First posted 20/04/09]

 

The “Palanca Report”: Romancing and Nurturing the Palanca Negra

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By Pedro Vaz Pinto

Months of preparations finally culminated on the crucially needed capture operation, and the results were staggering and above expectations. A huge success!
[Here]



Meses de preparativos finalmente culminaram na tão necessária operação de captura, e os resultados foram extraordinários e acima das expectativas. Um enorme sucesso!
[Aqui]

 

VOCÊ SABIA QUE...

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- Mais de um bilhão de pessoas no mundo vive com menos de um dólar por dia;
- Cada dia, morrem, por causa da fome, 24 mil pessoas. 10% das crianças, em países em desenvolvimento, morrem antes de completar cinco anos...
- um terço da população é mal alimentado e outro terço está faminto.
- Que a cada dia 275 mil pessoas começam a passar fome ao redor do mundo. O Brasil é o 9º pais com o maior número de pessoas com fome...
- Atualmente, cerca de 1,2 bilhão de pessoas se encontra no estado de alta pobreza devido às condições climáticas de suas regiões.

Você Sabia?
- Mais de um bilhão de crianças, a metade dos menores do mundo, é castigado pela pobreza, as guerras e a Aids;
- Todos os dias, o HIV/AIDS mata 6.000 pessoas e infecta outras 8.200 .
- Todos os anos, seis milhões de crianças morrem de má nutrição antes de completar cinco anos.
- Cerca de 90 mil crianças e adolescentes são órfãos no Brasil, à espera de uma adoção.
- a escassez de água já atinge 2 bilhões de pessoas. Esse número pode dobrar em 20 anos...

Você Sabia?
- Cerca de 100 milhões de pessoas estão sem teto;
- No Brasil, são 33,9 milhões de pessoas sem casa. Só nas áreas urbanas, são 24 milhões que não possuem habitação adequada ou não têm onde morar.
- Que vinte e cinco milhões de pessoas são dependentes de drogas no mundo;
- Que os indígenas continuam a ser vítimas de assassinatos, violência, discriminação, expulsões forçadas e outras violações de direitos humanos.

Você Sabia?
- Mais de 2,6 bilhões de pessoas não têm saneamento básico e mais de um bilhão continua a usar fontes de água imprópria para o consumo.
- Cinco milhões de pessoas, na sua maioria crianças, morrem todos os anos de doenças relacionadas à qualidade da água.
- No mundo inteiro, 114 milhões de crianças não recebem instrução sequer ao nível básico e 584 milhões de mulheres são analfabetas.

Você Sabia?
- Que é gasto 40 vezes mais dinheiro com cosméticos do que com doações...
- é gasto 10 vezes mais dinheiro com armas do que com educação básica;
- O Brasil é campeão mundial de desmatamento. Em segundo lugar está a Indonésia: 18,7 km2 por ano e, em terceiro, segue o Sudão, com 5,9 km2.
- O país perdeu um campo de futebol a cada dez minutos na Amazônia, nos últimos 20 anos.

..Agora você já sabe.

E vai ficar aí parado? Tome uma atitude.

Milhões de Pessoas em Pobreza Extrema Precisam da sua Ajuda!
Seja Voluntário você Também!

Planeta Voluntários
www.planetavoluntarios.com.br
Porque ajudar faz bem!

 

OLHARES DIVERSOS (XV)

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FERNANDO MOURAO ao JA

(…)
Aqui em Angola ou se dá o salto para altíssima tecnologia, principalmente para as Tecnologias de Informação e Comunicação ou seremos sempre importadores das ideias dos outros. Ficar só como receptor não dá. O Brasil rompeu com essa ideia depois da II Guerra Mundial, a Índia hoje tem tecnologia altamente sofisticada, o Paquistão também, a China está a lutar por isso. Que se produza matérias-primas alimentares é bom e é preciso, mas, do ponto de vista tecnológico, isso não serve para subir degraus. Ou partimos para tecnologias de ponta ou estamos sempre a importar técnicos especializados para fazer aquilo que não sabemos.
(…)
Acho que temos de apostar no ensino e na tecnologia. Mas num ensino que não seja uma reposição deste ensino tradicional do tempo colonial. Temos de ir para um ensino altamente qualificado e formar quadros.Sou professor de Direito e vejo muitos alunos com códigos na mão e eu digo-lhes: podem deitar fora o código. Eles ficam admirados. Entendo que o necessário é eles terem a racionalidade para entenderem o que está no código e, principalmente hoje, nas convenções internacionais.
(…)
Formação de quadros e reforma do ensino. O actual quadro do ensino em Angola é um quadro europeu do século passado, mas de europeu continental. Angola tem vizinhos que falam francês e inglês. Eu apostaria muito mais numa aproximação aos anglo-saxónicos. É preciso criar universidades bilingues pelas regiões do país e, de uma vez por todas, pôr os angolanos a falarem inglês, que é, cada vez mais, a língua universal. Enquanto os angolanos falarem só português e a língua materna ou, os que estão no Norte, um pouco de francês, estão sempre fora do comércio mundial. Hoje, quem está no comércio mundial é a Sonangol, mas não se pode ver o futuro de Angola só a partir do petróleo. O petróleo possibilitou a renovação das Forças Armadas, a reabilitação dos aeroportos, das estradas, mas se não se desenvolver uma classe média produtiva de pequenos e médios industriais eficientes e produtores, o país não vai para diante.
(…)
Temos de ultrapassar esta fase e passarmos a ser produtores. Para isso, o país precisa de quadros. Enquanto tiver um ensino tradicional, em que o jovem sai da universidade e não sabe nada, como é que vai conseguir criar?
(…)
O ensino técnico tem de arrancar juntamente com o ensino universitário. Mas que ensino universitário? De alunos que ficam por aí a papaguear códigos? Ou que vão ser preparados através de métodos de ensino racionais para que possam pensar?
(…)
Ou se aposta com coragem na formação de quadros ou não teremos desenvolvimento. Vejo Angola como uma nação em crescimento, que saiu do inchaço para um certo crescimento. Só lhe falta dar um empurrãozinho, que é a aposta no ensino. A saída para este país está na formação de quadros. Agora, há a mania de falar em desenvolvimento, mas muitos não sabem o que é isso. Só hoje já ouvi falar mais de 50 vezes sobre desenvolvimento sustentado, mas metade das pessoas não sabe o que é.
(…)
Se o país tiver boa formação de economistas, não apenas de econometristas. Acho que a matemática, as línguas e a filosofia deviam ser disciplinas obrigatórias para as pessoas abrirem o pensamento, saberem pensar.
(…)
Já chega de culpar os outros. Cada um de nós é que tem de sair do buraco. É preciso consciência e optar por um ensino racional, modelo anglo-saxónico. De contrário estaremos a formar papagaios.

[Aqui]


N.B.: Voltarei, tao logo quanto possivel, a esta entrevista, com alguns comentarios, nomeadamente as observacoes do Professor Mourão sobre os planos integrativos da SADC

 

MORRO DO SEMBA (II)

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As Malambas dos Mwangoles

Depois de algumas malambas das mulheres mwangoles (ou pelo menos de algumas dentre elas) trazidas aqui pela Patricia Faria, especialmente com o seu “Cama e Mesa (Pacheco)”, parece-me apropriado dar conta tambem de algumas das malambas que alguns mwangoles veem pondo em musica nestes ultimos tempos. Faco-o com algumas cancoes de Matias Damasio (“Vitoria” e “Amor e Festa na Lixeira”).

A primeira (“A Outra”) nao sera’ tanto uma malamba de homens (ou sera’?), mas de algumas mulheres. Decidi inclui-la neste lote porque se “as outras” comecarem a pensar como quem fez (e bem!) o comentario que se segue a esta materia no Angonoticias, esta passara’, a prazo – curto ou longo, mas previsivel –, a ser mais uma malamba para os brothers

==Reflexão - Salt Lake city==

Pelo menos uma voz se fez ouvir. Eu não sei o que será do nosso país. Assistimos a uma perda de valores nos campos cruciais para o desenvolvimento sadio de uma sociedade! O que se dizer quando a poligamia contínua a crecer de forma indescriminada sem que ninguém ponha cobro a situação. A mulher tem perdido o seu respeito e também muitos homens. Que pincípios (valores), estamos a passar as futuras gerações? A sida tem avassalado a nossa Angola e paralelamente quase que se generaliza a poligamia (ter 2 ou 3 esposas) é aceitável na nossa sociedade! VALORES, isto existe na sociedade angolana, desculpem-me! porque sinceramente é algo que se existe está quase em extinção. É preciso uma reflexão muito séria. Temos ministérios da mulher, a família da criança, O que eles fazem exactamente para a promoção destes valores na sociedade? A família é a base da sociedade. Porque ali se formam os indíviduos que um dia conduzirão os destinos deste país. Nos paises desenvolvidos não se aceitam filhos com de pais incógnitos. São imediatamente encaminhados para o tribunal de menores e chamados a justiça. A nossa Angola, temos que aceitar e esperar por dias melhores... Mas um recado para a mulher angolana: DÊem-se o devido respeito. Não se deixem tratar como simples objectos. Vocês são lindas, batalhadoras, sacrificadas. Exigem mais: Exigem casamento! Não se contentem em ser "A OUTRA". A dignidade não tem preço!!!

As outras dispensam comentarios - just enjoy!

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A OUTRA


DIKINDO - feat. Dina Santos


M’BOA GI


SAUDADES


M’BOA ANA


 

IT'S NOBEL TIME... (Recidivus)*

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Doris Lessing was on the headlines earlier this year for saying, at the Hay book festival, such interesting things as (and they sound as if I am hearing myself...):

- "I have not noticed that women, when they get to be prime ministers are particularly peaceful. (…) On the contrary, some of the worst crimes have been committed by women. (…) We like to think we are motherly and kind and that we are not going to go to war, but it's not true, is it?"

- “What use are men? (…) An haphazard species who always have to be looked after and die much too easy."

- "There's something abrasive in me because I have often made people very cross. (…) But as a writer it is important not to care what other people think and the profession must honour that. (…) We are free... I can say what I think. We are lucky, privileged, so why not make use of it?"

Yesterday and today Lessing came back to the headlines as the 2007 winner of the Nobel Prize for Literature. I was particularly drawn to her writing by her novel ‘The Grass is Singing’ about the relationship between the wife of a white farmer with a black servant in colonial Zimbabwe, where she lived her earlier life. The Nobel Academy described Lessing as "that epicist of the female experience, who with scepticism, fire and visionary power has subjected a divided civilisation to scrutiny".


Former US Vice-President, Al Gore, was on the headlines earlier this week as the subject of an “inconvenient judgment” by a British High Court judge who branded his Oscar and Emmy award-winning film on climate change, ‘An Inconvenient Truth’, something like “not fit for purpose” as didactic material to be used in this country's schools.

The judge stated that the film contains "nine scientific errors, some of which arisen in the context of alarmism and exaggeration” and determined that it must be accompanied by new guidance notes and appropriate scientific caveats to balance what he termed Gore’s “one-sided views”, before it can be shown in UK Schools.

Today Gore came back again to the headlines for sharing this year's Nobel Peace Prize with the UN Intergovernmental Panel on Climate Change. According to the Nobel judges, “his strong commitment, reflected in political activity, lectures, films and books, has strengthened the struggle against climate change.”

Gore follows Wangari Maathai (winner in 2004) as the second environmental campaigner to be awarded the Nobel Peace Prize, which is usually reserved for those who bravely oppose war and conflict.

(I can't wait to hear about the Nobel for Economics on Monday...)

*First published 12/10/07

 

DAMBISA MOYO's "DEAD AID"

Author: Koluki | Filed under: , , , , , , , ,

I have been so immersed in my ongoing research on China-Africa economic relations since January, including a brief stint as Research Director of the Centre for Chinese Studies at the University of Stellenbosch, South Africa, during the first half of this year, that I totally missed all the furore made around Dambisa Moyo’s book "Dead Aid" on the (in)effectiveness of aid to eradicate poverty in Africa.

This has been a recurring theme in this blog since I started it. However, my critique of the aid industry always fell short of calling for a total halt to it and… of writing a book on the subject! As put in her dubbed "Anti-Bono (another recurring subjet in this blog) interview" for the New York Times Magazine, “you are perhaps the first African to request in book form that all development aid be halted within five years.”

The Economist follows the same thread: “(…) Yet the intellectual arguments about aid are still conducted largely within a small circle of Western white men. So it is good to welcome a new voice to the debate, and a black African woman too, Dambisa Moyo, a Zambian economist at Goldman Sachs. It is remarkable that so few voices have been raised in Africa, supposedly the main beneficiary of the world’s largesse, about how the aid money should be spent, or even whether it should be received at all.”

It then goes on to argue that “unfortunately, Ms Moyo’s contribution ends there, for “Dead Aid” does not move the debate along much. Yes, she has joined the chorus of disapproval—and that in itself might surprise a few diehards who think that Africans should just be grateful for the aid and shut up. But her arguments are scarcely original and her plodding prose makes her the least stylish of the critics. Moreover, she overstates her case, almost to the point of caricature. There is almost nobody left, even in the aid lobby, who seriously thinks that bilateral (government-to-government) aid is the sole answer to world poverty, as she suggests. “Trade not aid” is only one of several newish mantras among aidniks that seem to have passed her by.”

A review of reviews by The Complete Review on "Dead Aid" concludes: “No consensus -- and the global financial-world meltdown makes for bad timing for the argument.”

I couldn’t find the time to read the book yet, so it was with great pleasure and gratefulness that, while gradually catching up with ‘all the fuss about it’ (which inluded Moyo's nomination by Time Magazine as one of the 100 most influential people in the world), I came across what is certainly one of the most meaningful reviews made of it. Meaningful on various counts: it was one of the first among the many published so far; it was written by a Zambian; it was made by an economist; it was by my good friend Cho. And, above all, it was a thorough, insightful, thought-provoking and analytically-sound review too. Moreover, it was enriched by the interesting debate it generated among his readers. I am sorry that I missed it at the time, but having read it in the last few days I can only strongly recommend it to my readers as well. Here’s the gist of it:

"The central argument of Dead Aid is that aid is the fundamental cause of poverty and therefore eliminating aid is critical to spur growth in ailing African states. Aid is the disease that we must treat to bring us back to full economic health. A bold and daring statement built around the central belief that aid distorts incentives among policymakers and society at large. It makes governments less accountable to their citizens and has led to civil wars, rampant corruption (electoral and otherwise) and has been central to an undercurrent of irresponsibility culminating in increased and self-reinforcing poverty since independence from colonialism. None of these arguments are new of course, but Dambisa is probably the first economist to boldly claim that aid causes poverty.

If aid is the disease that causes endless bleeding, to stop the bleeding you simply need to stop aid, the only challenge therefore is how to do it. The Dead Aid solution is a five year exit strategy built around the idea of incentivising poor countries to access finance on international markets, supported by the tripod of microfinance, trade/FDI and remittances. In the Dead Aid world there’s a stash of money out there on the international financial markets that is just waiting to be tapped by any African country willing to invest in a credit rating. If African countries can enter these markets and borrow, it would provide the right incentives to spark good governance since the international markets would be more willing to “punish” bad behaviour compared to those that provide aid at infinitum. In other words, borrowing through international financial markets is a sort of "self commitment mechanism" to good governance, and with that comes better long term prosperity. It is certainly likely to be slightly more expensive than “easy money” that concessional loans and grants bring, but by rejecting these overtures nation states will find themselves on a better path to prosperity. The trouble is that African governments have limited incentives to do this on their own, though some have made progress in this direction, so they need to be compelled through the Dead Aid proposal of terminating aid completely within a five year period.

(…)

I am afraid to say, and with deep sorrow, that the Dead Aid proposal falls far short in many areas, with at least four worth highlighting.

First, there’s a general lack of clear analytical rigour evidenced by elementary confusion in key areas : correlation/causality issues; definitional problems; poor evidence on policy counterfactuals; incomplete and unbalanced citation of evidence; and, perhaps more worryingly lack of general familiarity with refined areas of existing literature.

Secondly, the treatment of aid in a homogeneous and aggregate way is particularly problematic. Dead Aid defines aid as the “sum total of concessional loans and grants”, but excludes “emergency aid” e.g. help for Darfur or the Asian Tsunami. There’s no distinction within Dead Aid between budget support, infrastructure aid, person to person aid, heath related aid, grants or concessional loans for discretionary spending. It is all discussed under one umbrella and handed the same fate.

Thirdly, Dead Aid is characterised by a plethora of inconsistent arguments. A key example that stands out is the emotive issue of Chinese investment. Dambisa dedicates a whole chapter explaining why the “Chinese are our friends”, largely arguing from their historical involvement in Africa and their renewed commitment to trade and FDI. However, against a backdrop of Dead Aid’s “anti-dependency” rhetoric , the chant for China appears odd. Let us be clear, China is not only bringing FDI to Africa but it has also brought concessional loans and long term dependency. Zambia’s external debt has now risen to about $2bn since the HIPC completion point, a significant part of that is through new agreements with the Chinese government and Chinese businesses. A closer look at Angola reveals the same truth. Not only is China investing heavily in that country but in exchange it is tying Angola and other countries to China for a long time reducing their options to renege in the future. That is not necessarily bad, but if the central worry is that dependency leads to ineffective governments with poor incentives we should be honest enough to consider the possibility that China’s closeness to many African governments (which are not all democratic) may have similar negative impacts as aid.

Fourth and finally, the solutions proposed by Dead Aid are ineffective. This is not surprising because without a clear definition of the problem, it is inevitable that the solutions would not work. But even if one was to accept Dead Aid’s basic premise that aid is bad, its solutions come far short. It’s quite obvious to any ordinary analyst that in order to assess whether any proposals would present an overall improvement beyond the status quo, we need to define what happens in the counterfactual carefully and then judge that against proposed policy initiatives.

(…)

In short on both theory and practice, Dead Aid falls far short of what is expected of a book advocating such a radical proposal of “turning off the aid tap”. If there’s any consolation in this assessment, it is that Dead Aid will hopefully not find any intellectual traction. The analytical consensus remains that aid is important and the challenge is how to make it smarter, better and ultimately beneficial to the poor. This question has never been more urgent given the limited aid resources around. Dambisa is certainly right about one thing, now is the time to examine these issues and we can certainly do better than the present!"

 

OLHARES DIVERSOS (XIV)

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CELSO MALAVOLONEKE vs JOSE’ RIBEIRO


Ao Caríssimo José Ribeiro, Director do Jornal de Angola

(…)

Porém, em jeito de senão sem bela, caro Director, aproveito o ensejo de ir-me confessando gradualmente surpreendido – e não é exactamente uma agradável surpresa – com assumido pendor unilateralista das matérias por vós tratadas. Percebo isso, seja no volume das matérias ligadas ao partido maioritário, em relação aos da oposição, seja na relação entre as organizações da sociedade civil mais pró-governamental em relação à mais “independente” (as aspas são propositadas).
Ocorre-me então que esse fenómeno seja fruto de uma acentuada auto-censura de jornalistas que não queiram ser percebidos como simpatizantes com factos, eventos, instituições ou indivíduos “fora do sistema”, por um lado, ou então por aqueles outros, às vezes investidos de funções de direcção ou chefia que acham – e da sua sinceridade ninguém tem certamente sequer o direito de duvidar – que pelo facto de o vosso e nosso Jornal ser sustentado com fundos públicos, assim deve proceder. Ou ainda que dirigentes do Governo assim também pensem e exerçam o seu poder para vetar as informações ligadas à oposição ou a correntes divergentes das oficiais. Ou um bocado destas e doutras coisas semelhantes. Seja o que for que esteja por trás disso, representa uma mancha ao excelente trabalho que fazeis todos os dias e essa será talvez a maior razão que me leva a escrever-vos estas linhas.
Sei que o caro José Ribeiro, com a verticalidade e coerência que o caracteriza e com a experiência que tem demonstrado concordará comigo que exactamente pelo facto de o JA ser um órgão público deve fazer o seu melhor para levar a Informação a todos os cidadãos, incluindo aqueles que não votaram no partido actualmente no Governo. Porque apesar deste facto, eles também contribuem para o seu sucesso com os seus impostos e isso dá-lhes o direito de sentirem-se incluídos no processo de “gatekeeping”. E parece-me que o argumento da falta de matérias noticiosas é constantemente desmentida pelos líderes da oposição e da chamada sociedade civil “independente”, pelo que talvez um esforço no alcance destas fontes redundasse na melhoria do vosso já excelente trabalho.

A situação como está cria suspeições, vicia o jogo democrático porque dá a impressão de querer-se manipular a Informação – um sacrilégio em todas as escolas modernas de jornalismo, a não ser que justificadas pelo interesse público, o que nesse caso peca pelo inverso. As recentes declarações do líder da UNITA, acrescidas às de outros líderes da oposição – as conferências de imprensa desse partido poderiam por exemplo ser melhor cobertas para que as suas mensagens fossem melhor percebidas – assim como as queixas de variados sectores da nossa sociedade, por recorrentes acabam por manchar o nosso jornalismo.

(…)

Termino expressando a minha esperança que não se melindrem comigo e publiquem estas linhas. Claro, como todos os motes para reflexão só valem por isso mesmo. Motes de reflexão e pouco mais...


Direcção do Jornal de Angola Responde a Celso Malavoloneke

(...)

A sua carta foi recebida no nosso correio electrónico com a classificação “indesejada”. Vá-se lá saber porquê, o sistema, neste caso o tecnológico, prega-nos também destas partidas. Recusamo-nos, no entanto, a ceder aos ditames da tecnologia e publicamos a carta que cordialmente nos escreveu, em tom muito diferente dos “mimos”, muitos dos quais injustos e até ofensivos, com que nos tem brindado no Semanário Angolense. A reflexão serena e madura é incompatível com o insulto.
No fundo o que está em causa na sua carta é saber se devemos dar crédito a mais uma posição manipuladora da UNITA contra o Jornal de Angola. Essa posição foi manifestada, uma vez mais, nos últimos dias. Se antes Samakuva se queixava do Jornal de Angola não cobrir as suas actividades, hoje exige do jornal uma “melhor cobertura” das suas conferências de imprensa. Muita coisa mudou em Angola e na imprensa angolana, a única que parece não mudar é a UNITA.

(…)

Quanto à qualidade e referências técnicas a que se refere, deve saber, com certeza, que alguns dos 50 (cinquenta!) Licenciados que a UPRA acaba de “lançar no mercado” vieram ao Jornal de Angola oferecer a sua colaboração. Deve saber também que o Jornal de Angola teve de recorrer a um profissional de jornalismo de longa data, apenas para ensinar a esses jovens licenciados o que há de mais básico no jornalismo, tão fraca é a sua formação. É uma tarefa que nos dá muito prazer, formar licenciados que saem das Universidades, mas creia que ajudaria imenso à qualidade do Jornal se os licenciados nos chegassem melhor preparados. Como vê, o problema está, fundamentalmente, no “newsmaking”.
Finalmente, a ideia de que os órgãos do Estado devem fazer jornalismo equilibrado e os órgãos privados mau jornalismo é uma ideia perigosa. Não é segredo para ninguém que muitos órgãos privados também recebem fundos públicos. A UNITA, por exemplo, recebe fundos públicos e nem por isso se esforça por oferecer um serviço de qualidade. Antes pelo contrário.

 

AFINALE?

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Boa Nova!

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Kikongo

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@ Kongo Blues

 

SOBRE A TENSAO ANGOLA-RDC

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Tenho vindo a seguir com atencao a preocupante situacao que se vive nos ultimos dias entre Angola e a RDC.

Sendo embora animadoras as ultimas noticias dando conta do inicio de conversacoes entre as duas partes e de uma ordem de Kabila no sentido da suspensao da expulsao de Angolanos residentes no seu pais, conviria que de ambos os lados nao se perdessem de vista os efeitos catastroficos (sendo a eclosao de um conflito regional uma possibilidade a nao colocar de todo de parte...) que um agravamento da situacao actual, ou a adopcao de apenas medidas precarias e temporarias, pode ter para a regiao.

Sendo ambos os paises membros da SADC, conviria, em particular, que tivessem em mente nos seus esforcos negociais o Tratado da organizacao e especialmente o articulado dos seus Protocolos sobre a "Facilitacao do Movimento de Pessoas" e sobre "Cooperacao Politica, Defesa e Seguranca" de que sao signatarios.

Continuemos a torcer para que tudo acabe rapidamente e em bem...

 

O “CRIME DE LESA-PATRIA”…

Author: Koluki | Filed under: , , , , , , ,


Engracado…
Nasci, cresci e vivi a maior parte da minha vida em Angola, tendo andado por pelo menos 14 das suas provincias, habitado em varios bairros de Luanda e convivido com pessoas de praticamente todos os meios sociais, mas, para falar minha verdade, nao me lembro de alguma vez ter visto uma familia assim antes da independencia. Depois da independencia, lembro-me de apenas uma, em Luanda: tinham um ou uma ‘mona’, nao sei se tiveram mais ou se ainda estao juntos. E de outra, em Benguela: o velho Norton, que vivia no seu kraal com as ‘suas quatro pretas’ (que mal falavam portugues, portanto nao se podiam expressar como essa mama do cartoon...) e um rol de seus ‘monas mundele’ a perder de vista e de conta – a ‘sua branca legitima’ dizia-se viver em Portugal com os seus respectivos ‘monas mundele legitimos’.

Mas e' provavel que, com ‘mundeles’ de tantas nacionalidades a entrar e a fixar-se no pais durante estes anos que tenho vivido fora (e atendendo ao facto de alguns deles depois de uns meros cinco anitos, com a chamada "mentalidade de Tarzan", ja' se permitirem "cantar de galo" sobre coisas como o 27 de Maio e a Angolanidade, nao admira que tambem ja' queiram que os seus 'monas', apenas devido a cor da sua pele (!), sejam presidentes do pais...), ja’ possam haver mais (duas ou tres?) familias parecidas com essa… no entanto, nunca vi nenhuma em qualquer das vezes que fui ao pais durante este periodo.

Mas sei de muitas maes de ‘monas mundele ilegitimos’, antes e depois da independencia. Sei em particular de uma que o foi depois da independencia. Mas, no caso, o mona ate’ que nem se podia designar, a nenhum titulo e sob nenhum criterio ou pretexto, ‘ilegitimo’ (quanto mais nao seja porque o 'dito cujo' pai dele o registou oficialmente - e mais do que uma vez!) sendo que o mesmo ‘dito cujo’ pai do mona, que nunca se casou ou viveu maritalmente de forma significativa com nenhuma outra mulher, ate’ nem era bem ‘mundele’: era tambem filho de um ‘mona mundele’ que o tinha abandonado quando ele era ainda crianca e a sua mae, tambem ela ‘mona mundele’, para se casar com uma ‘verdadeira mundele’, tornando-o assim 'ilegitimo'…

Seguramente por causa dos ressaibos, traumas e complexos que esse facto lhe causou, o dito cujo parecia nao ter outro objectivo na vida senao viver entre e ser como os ‘verdadeiros mundele’ (excepto quando a dada altura se envolveu por algum tempo com uma "preta brasileira" - diga-se que mais pela temporaria fama que ela obtivera no meio local do que por qualquer outra razao - e, ja' quase no fim da sua curta e desgracada vida, quando era capaz de se agarrar a "pretita que estivesse mais a mao" para lhe satisfazer os caprichos e cuidar-lhe da degradada saude...): evitava o mais possivel ser visto em publico com a minha amiga e o mona, mas nao se coibia de lhes arrombar a porta de casa praticamente todos os dias, bebado e drogado, as tantas da madrugada… ate’ que ela conseguiu mandar colocar um gradeamento e os vizinhos inumeras vezes o encontravam de manha a dormir no chao a porta da sua casa…

Familiares dela tentaram por cobro a situacao, mas ele apresentava-se perante eles como um sujeito “humilde” dizendo que “a amava e queria casar com ela, mas ela nao queria” (uma vez, um deles confrontou-o com a pergunta: "mas voce nao tem vergonha de andar assim atras de uma mulher que nao o quer?!", ao que ele respondeu: "entao? se eu gosto dela!")... Entretanto, escrevia-lhe bilhetinhos dizendo coisas como "...eu so' sei que ja' nao sei viver sem ti... todos me abandonaram, meu pai, minha mae, todos, menos tu... so' sei que te amo muito, a mil!" e dedicava-lhe letras de amor tiradas de musicas brasileiras e musicas do Barry White, como "you're the first, the last, my everything" e "I just want you the way you are"... e lutava em publico, incluindo uma vez numa recepcao diplomatica, com qualquer homem que se aproximasse dela...

As vezes “portava-se bem” por uns tempos, mas cedo voltava ao mesmo: a aparecer as tantas da matina, bebado, drogado e a partir de certa altura… com um revolver, ou com uma faca, ameacando-a de morte sem qualquer razao aparente. Ela resolveu-se entao a ir a policia, pedir ajuda para pelo menos reaver dele as chaves da sua casa. Mas o dito cujo conseguiu corromper os policias para que se deixassem de bracos cruzados porque ele “era seu marido” e o pai dele era um “manda chuva” na policia… de nada valeu a minha amiga gritar a plenos pulmoes "ele nao e' meu marido!!! E' apenas o pai do meu filho!!!"... Ate’ que ela conseguiu “fugir do pais por nao aguentar aquela dipanda deles” para ir estudar fora...

A dada altura, ele convenceu-a a alugar o seu apartamento a uns mundele compadres dele, pois isso iria ajuda-la com os seus custos de vida e de estudo e do mona la’ fora e ele assumia a responsabilidade em nome dos seus compadres, comprometendo-se a faze-los cumprir o contrato… os mundele so’ pagaram um mes de renda, mas continuaram la’ a viver por um bom tempo e depois diz-se que puseram o apartamento em nome deles e venderam-no a uns chineses… o dito cujo lavou pura e simplesmente as maos, dizendo que nunca tinha tido nada a ver com o assunto! Entretanto, ela escreveu cartas, bateu portas, contactou advogados, apresentou as autoridades os documentos de titularidade legitima do apartamento em seu nome, que tanto lhe tinha custado, sozinha e a sua unica e propria custa, a obter… nada! Ate’ hoje…

Entretanto, o dito cujo faleceu. Familia dele, amigos e "sociedade" em geral (onde "todo o mundo", salvo algun(ma)s subita, perversa, maliciosa, cinica e hipocritamente amnesico(a)s por qualquer razao de "conveniencia pessoal ou de servico", sempre conheceu o dito cujo como pai do mona...), incumbiram-se, como nunca antes (!), de zelar pelo seu “bom nome”… A imprensa local, publica e privada, encheu-se de elogios funebres, homenagens e panegiricos em memoria do “artista” (que para eles parece ter passado a ser um "santo" de seu verdadeiro nome...) de quem apenas se conheciam uma ou duas obras, cujas habilitacoes literarias nunca haviam ultrapassado o ensino secundario da escola industrial (embora alguem lhe tenha inventado frequencia de uma qualquer top notch universidade britanica...) e que, se alguma "mais-valia" acrescentou ao meio artistico local, foi a comercializacao, largamente em seu proveito, de obras de outros artistas, predominantemente Bakongo, que nao tinham atteliers ou galerias proprias, a nao ser o chao do passeio e do largo em frente a "sua galeria" - um espaco pertencente ao Estado, mas que lhe foi "passado de caxexe", a titulo privado, por um "mwata" do establishment politico-literario … mas, embora tal imprensa mencionasse e nomeasse as suas monas, cada uma de suas outras tres maes, nunca mencionou o primeiro e unico mona que ele deixou desamparado neste mundo – e pelo qual nunca teve um gesto paternal, afectivo ou material (sobretudo para fazer chantagem emocional e/ou "exercer vinganca" sobre a mae do mona...), salvo numa ou outra ocasiao sem qualquer consequencia memoravel...

No primeiro aniversario da sua morte o Ministerio da Cultura fez uma "homenagem publica em sua honra"… convidaram as monas, mas nao o mona que, por acaso, ate’ se encontrava la’ na altura a trabalhar e tinha sido o unico dos filhos a ir expressamente ao seu funeral... funeral ao qual, diga-se de passagem, nem o proprio pai do dito cujo, ainda em vida, foi assistir!
E essa e’ apenas parte da historia…

Foi o que coube em sorte a minha amiga “debicar do prato dele”!

Hoje em dia, mae e mona encontram-se impedidos de regressar a sua terra, porque nao teem la’ onde morar (se calhar ate' que ela se decida a perder "todas as manias" e sucumba as multiplas tentativas de manipulacao pessoal e/ou politica e ao assedio moral e sexual de que tem sido, aberta ou veladamente, alvo por parte de quem poderia "ajuda-la" a resolver a situacao e nao so') … "JUSTICA?!", “direitos da crianca”, “direitos da mulher”, "direito de familia", “direitos humanos”, "direitos de cidadania", "direitos a vida, a liberdade, a busca da felicidade e a propriedade legitimamente adquirida", "DIREITOS INALIENAVEIS"??!!! Naquela terra nao foram feitos para eles! E ai deles que se atrevam a reclama-los (mesmo que em silencio...): passam a ser publicamente apelidados, a boa maneira nazi, de “ressabiados ehehehehehe! rejeitados, verdes e, portanto, doentes; aqueles que pensam ser invisíveis e que morrem se morderem a própria língua. Pobres e insignificantes criaturas que cospem no prato (em) que debicaram e...
LOL. LOLADA. LOLÃO!!!!!!!”... ou de "neo-racistas!!!"... ou, simplesmente, de serem cometedores de “crimes de lesa-patria” e... "okutunda olunda"!!!

Mas sei que se o mona da minha amiga lhe aparecesse um dia com a mesma pergunta do assanhado mona do cartoon, ela responderia: “claro, meu baby boy, desde que, embora nao deixes de te divertir, estudes muito e bem, nao te deixes dominar por vicios, nao andes a desgracar a vida de filhas ou filhos alheios, criados com honra e dignidade pelos seus sacrificados pais… desde que te assumas como um Homem integro, recto, honesto, lucido e responsavel em todos os aspectos da tua vida publica e privada… desde que sejas um verdadeiro patriota e um cidadao exemplar em todas as circunstancias, desde que nao discrimines ninguem seja porque razao for… desde que te candidates democraticamente em pe’ de igualdade com qualquer outro candidato e facas uma campanha impecavel que te leve a uma inquestionavel vitoria por merito proprio… claro, meu baby boy, mais ou menos bronzeadinho, yes you can!”

***

Na verdade, varios dias depois de ter escrito isto, vieram-me a memoria outras duas “familias como essa” na Luanda do pos-independencia (… um esquecimento que talvez Freud explicaria?). De uma, da qual sou muito proxima, nao faria sentido, de qualquer modo, falar neste contexto, uma vez que nao “constituiram familia” em Luanda, mas apenas depois de de la’ terem saido para Portugal, onde tiveram apenas um mona, vindo algum tempo depois a separar-se. Da outra poder-se-ia falar em termos de familia, em Luanda: tiveram uma mona, mas nunca convivi com eles enquanto casal. Conheci-o um pouco melhor, estritamente como amigo, ja’ depois de eles se terem separado, em Luanda e depois em Lisboa – onde os nossos respectivos monas se fizeram brevemente amigos de infancia, como “filhos de pais solteiros”. Deixei de o ver, ou de saber dele, ha’ muitos anos, mas sei que saiu de Luanda pouco depois de eu de la’ “ter fugido”: mais precisamente, como mais tarde vim a saber, pouco depois de o terem encontrado deitado a porta do meu apartamento (!) quando eu ja’ la’ nao me encontrava – ele que nunca la’ tinha entrado…

***

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FALANDO DE "INTELECTUALISMO(S)" III

Author: Koluki | Filed under: , , ,

Voltando a vaca fria… Ou seja, a esta ‘refeicao’ que ja’ se vai tornando um tanto espaçada (mas, convenhamos que ha’ pratos, e.g. sopa tipo gazpacho, que se comem melhor frios)…

Passemos entao ao primeiro prato principal.

Aqui ha’ uns oito anos, em Luanda, numa casa a beira-mar, alguem, por ironia tambem ‘usador de oculos’, saiu-se com esta (e nao, nao foi durante nem depois de uma funjada...): “eles consideram-se intelectuais so’ porque usam oculos!” Quem o disse, a quem, porque e a quem se referia, ou em casa de quem o fez, sao condimentos que tornariam esta ‘refeicao’ imensamente mais saborosa, mas que prefiro deixar discretamente na cozinha… Direi apenas que quem o afirmou poderia perfeitamente estar a referir-se a umas quaisquer “elas”…

E isto leva-me ao acima anunciado prato principal: a(s) definicao(coes) de “intelectual”.

Tratando-se este de um veiculo de comunicacao interactiva online, nada mais apropriado do que usar como fonte preferencial de referencia aquela que ja se tornou uma especie de 'biblia' do internauta: a Wikipedia. Nao apenas pela sua ja’ razoavelmente estabelecida autoridade como uma fonte o mais expurgada possivel (mesmo devido a forma como e’ construida) de biases politico-ideologicos ou tendenciosismos e/ou facciosismos pessoais, particulares, ou de grupo (especialmente quando se trata de temas de particular acuidade do ponto de vista academico-cientifico), mas tambem, e sobretudo, porque todos os leitores a podem consultar de forma livre, directa e imediata – colocando-nos a todos, democraticamente, ao mesmo nivel de informacao.

Decidi, neste caso, trazer para aqui as definicoes constantes, respectivamente, das versoes em Portugues e em Ingles da Wikipedia, por duas ordens de razoes: i) salientar, a partida, as nuances existentes nas definicoes do termo, senao estritamente em termos epistemologicos (e convira' nao confundir aqui epistemologia com etimologia, pois que a tal confusao podemos ser facil e inadvertidamente levados por alguns, “doutorada/os em letras” incluida/os…), seguramente em termos da enfase dada a um determinado angulo do objecto definido; ii) chamar a atencao para as diferencas – tanto em termos de conteudo analitico e perspectivas historico-geograficas e de genero, como de diversidade e abrangencia dos pontos de vista apresentados, extensao da bibliografia utilizada e cruzamento de referencias e fontes – existentes entre as duas versoes. Em todo o caso, limitar-me-ei aqui e agora a apresentacao e um pouco da evolucao historica do conceito, deixando o seu aprofundamento e problematizacao, bem como outros conceitos relativos, para os pratos que se seguem.

Aqui ficam:

A. Em Portugues

Um intelectual é uma pessoa que usa o seu "intelecto" para estudar, reflectir ou especular acerca de idéias, de modo que este uso do seu intelecto possua uma relevância social e coletiva. A definição do intelectual é realizada, principalmente, por outros intelectuais e acadêmicos. Estes definem o termo segundo seus próprios posicionamentos intelectuais, fato este que complexifica a definição. Autores como Bobbio, Lévy e Demo, citados na Bibliografia, concordam com um aspecto em comum: o intelectual é definido pelo meio social no qual vive e/ou no qual estabelece sua trajetória social.

(...)

Um dos principais espaços de atuação do intelectual é a Universidade. A ciência seria parte da ideologia do intelectual, assim como a dedicação à prática científica e o desejo do exercício de um cargo no ensino superior enquanto modo de distinção social. No caso brasileiro, bem como em alguns outros países, o intelectual procura as instituições superiores de ensino para apoio e para organização; partindo da sociedade, a esta retorna com propostas embasadas no conhecimento técnico-científico adquirido através dos estudos. Esta prática é claramente perceptível, por exemplo:

• na ação de pensadores da educação no Brasil, como Anísio Teixeira, Francisco Capanema, Manuel Lourenço Filho;
• na inserção de pesquisadores na vida política, como Fernando Henrique Cardoso e Darcy Ribeiro;
• na elaboração do programa de energia nuclear, onde os aspectos técnico-científicos envolvidos no processo de beneficiamento e utilização do urânio não se restringiam a espectos energéticos, mas também políticos, morais, econômicos, antropológicos, etc.

(…)

Devido à ação reflexiva, o intelectual é portador de uma autoridade científica quando se expressa. Como apresentado acima em relação à Universidade, o intelectual estabelece relações com a sociedade através de seu status de intelectual.

B. Em Ingles

An intellectual (from the adjective meaning "involving thought and reason") is a person who uses his or her intelligence and analytical thinking, either in a professional capacity, or for personal reasons.

"Intellectual" can be used to mean, broadly, one of three classifications of human beings:

1. An individual who is deeply involved in abstract erudite ideas and theories.
2. An individual whose profession solely involves the dissemination and/or production of ideas, as opposed to producing products (e.g. a steel worker) or services (e.g. an electrician). For example, lawyers, management consultants, educators, politicians, and scientists.
3. An individual of notable expertise in culture and the arts, expertise which allows them some cultural authority, which they then use to speak in public on other matters.

The English term "intellectual" conveys the general notion of a literate thinker. In its earlier uses, such as John Middleton Murry's The Evolution of an Intellectual (1920), there was little in the way of connotation of public rather than literary activity.

(…)

The term "man of letters" implied a distinction between those who could read and write, and those who could not. The distinction had great weight when literacy was not widespread. "Men of letters" were also termed literati (from the Latin), as a group; this phrase may also refer to 'citizens' of the Republic of Letters. Literati survives as a term of abuse and is used in journalism.
(…)

By the late eighteenth century, literacy was becoming more widespread in countries such as the United Kingdom. The concept of a "man of letters" shifted to a more specialised meaning, as a man who made his living by writing about literature - usually not creative writers as such, but rather essayists, journalists and critics. This kind of activity was gradually replaced in the twentieth century by a more academic approach, and the term "man of letters" fell into disuse, to be replaced by the more generic and gender-neutral term "intellectual."

(…)

One can notice a sharpening of terms, in the latter part of the nineteenth century. Just as the coinage scientist would come to mean a professional, the man of letters would more often be assumed to be a professional writer, perhaps having the breadth of a journalist or essayist, but not necessarily with the engagement of the intellectual.

(…)

The public intellectual is assumed to be a communicator and participant in public debates, accessible in mass media. Such a person communicates information and perspectives on a variety of societal issues, not just a specialist area. The role visibly overlaps with that of a journalist, therefore, so that the question is, what makes a "public" intellectual distinctive? This matter is linked to media as well as to the intellectual life.

Public intellectuals are primarily concerned with ideas and knowledge. Their social role means that they respond and react to society's issues and problems. They can provide a voice for others who may not have the skills, time or opportunity. They should be prepared to listen to a multitude of differing opinions and beliefs, and to construct their own conclusions taking these into account.

Intellectuals also involve themselves with issues not specifically related to their area of expertise. Intellectuals may ‘rise above the partial preoccupation of one’s own profession [...] and engage with the global issues of truth, judgement and taste of the time’. The contemporary scene offers many different forms of media such as an Internet blog, a lecture or forum, television and radio, and print.

The role, effectiveness and behaviour of public intellectuals have been debated since the phenomenon acquired a name. The debate is framed differently in different countries, and the very possibility of their place has been questioned. Although some intellectuals may and attempt to gain acceptance and recognition in contemporary society, according to Edward Said this has been virtually impossible: the

...real or “true” intellectual is therefore always an outsider, living in self-imposed exile and on the margins of society.’